2004-10-06
Amália Rodrigues
Cantora de fado e artista portuguesa (Lisboa, 1920 - ibid., 1999).
Nascida de uma família originária da Beira Baixa, os primeiros anos de vida são passados em extrema pobreza. Vendedora de fruta em Alcântara, aos quinze anos a sua voz torna-se notada e é escolhida para solista da Marcha de Alcântara, estreando-se, assim, nas ruas de Lisboa em 1936.
Casa pela primeira vez em 1940, mas o casamento dura apenas dois anos. Em 1939 estreia-se no Retiro da Severa onde obtém um êxito retumbante que a leva a outras casas como o Solar da Alegria e o café Luso.
Em 1940 participa na primeira revista da sua carreira, Ora Vai tu..., no Teatro Maria Vitória, a que se sucedem várias actuações em casas de fado, revistas e operetas. É nesta altura que conhece o compositor Frederico Valério que comporia alguns dos seus maiores sucessos.
Em 1944 actua em Madrid e, depois, parte para o Rio de Janeiro, onde grava o seu primeiro disco e onde obtém um sucesso retumbante.
Regressada a Lisboa em 1946, em 1947 participa no seu primeiro filme (Capas Negras) a que se sucede, no ano seguinte, Fado - História de uma Cantadeira e, em 1949, Vendaval Maravilhoso. Entretanto actua em Paris e Londres.
Em 1950 participa nos espectáculos do Plano Marshall (Trieste, Berna, Dublin, Paris e Roma) ao lado dos maiores artistas de todo o mundo. A sua carreira internacional está definitivamente lançada.
África, México, Hollywood, Nova Iorque (1952, 1966, 1977), Moscovo e Tóquio (1970), Brasil (1972), Paris, onde é primeira vedeta no Olympia (1957, 1966), etc.
Entretanto participa em peças de teatro e no filme francês Os Amantes do Tejo, em 1956, e casa pela segunda vez no Rio de Janeiro em 1961.
Em 1962 dá-se o seu encontro com o compositor Alain Oulman que cria para ela um tipo de música que lhe permite cantar poetas como Camões, David Mourão-Ferreira, Alexandre O'Neil, Pedro Homem de Mello. Os puristas do fado escandalizam-se.
Em 1985 dá o seu primeiro concerto a solo em Portugal, no Coliseu dos Recreios em Lisboa e em 1997 publica um livro de poemas, Versos. Aliás, nos últimos anos interpreta fados com letra da sua autoria.
Verdadeiro mito nacional, foi agraciada com inúmeras condecorações nacionais e estrangeiras.
É impossível destacar todos os principais êxitos da sua carreira e da sua extensíssima discografia: Fado do Ciúme, Foi Deus, Ai Mouraria, Fado Malhoa, Fado Amália, Gaivota, Povo que Lavas o Rio, etc.
Faleceu a 6 de Outubro de 1999.
Nascida de uma família originária da Beira Baixa, os primeiros anos de vida são passados em extrema pobreza. Vendedora de fruta em Alcântara, aos quinze anos a sua voz torna-se notada e é escolhida para solista da Marcha de Alcântara, estreando-se, assim, nas ruas de Lisboa em 1936.
Casa pela primeira vez em 1940, mas o casamento dura apenas dois anos. Em 1939 estreia-se no Retiro da Severa onde obtém um êxito retumbante que a leva a outras casas como o Solar da Alegria e o café Luso.
Em 1940 participa na primeira revista da sua carreira, Ora Vai tu..., no Teatro Maria Vitória, a que se sucedem várias actuações em casas de fado, revistas e operetas. É nesta altura que conhece o compositor Frederico Valério que comporia alguns dos seus maiores sucessos.
Em 1944 actua em Madrid e, depois, parte para o Rio de Janeiro, onde grava o seu primeiro disco e onde obtém um sucesso retumbante.
Regressada a Lisboa em 1946, em 1947 participa no seu primeiro filme (Capas Negras) a que se sucede, no ano seguinte, Fado - História de uma Cantadeira e, em 1949, Vendaval Maravilhoso. Entretanto actua em Paris e Londres.
Em 1950 participa nos espectáculos do Plano Marshall (Trieste, Berna, Dublin, Paris e Roma) ao lado dos maiores artistas de todo o mundo. A sua carreira internacional está definitivamente lançada.
África, México, Hollywood, Nova Iorque (1952, 1966, 1977), Moscovo e Tóquio (1970), Brasil (1972), Paris, onde é primeira vedeta no Olympia (1957, 1966), etc.
Entretanto participa em peças de teatro e no filme francês Os Amantes do Tejo, em 1956, e casa pela segunda vez no Rio de Janeiro em 1961.
Em 1962 dá-se o seu encontro com o compositor Alain Oulman que cria para ela um tipo de música que lhe permite cantar poetas como Camões, David Mourão-Ferreira, Alexandre O'Neil, Pedro Homem de Mello. Os puristas do fado escandalizam-se.
Em 1985 dá o seu primeiro concerto a solo em Portugal, no Coliseu dos Recreios em Lisboa e em 1997 publica um livro de poemas, Versos. Aliás, nos últimos anos interpreta fados com letra da sua autoria.
Verdadeiro mito nacional, foi agraciada com inúmeras condecorações nacionais e estrangeiras.
É impossível destacar todos os principais êxitos da sua carreira e da sua extensíssima discografia: Fado do Ciúme, Foi Deus, Ai Mouraria, Fado Malhoa, Fado Amália, Gaivota, Povo que Lavas o Rio, etc.
Faleceu a 6 de Outubro de 1999.
Aniversário
Diz-se do dia do ano que corresponde a um acontecimento, ou em que alguém faz anos; volta anual do dia em que se deu certo acontecimento; festa com que se comemora essa data.
O de hoje vai para o grande amigo TMA da Doce da Avozinha.
O de hoje vai para o grande amigo TMA da Doce da Avozinha.